Pesquisa inédita do Cremesp, divulgada em outubro, revela: RM forma profissionais para atuar no setor privado
Pesquisa inédita sobre residência médica, realizada pelo Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) em parceria com a Secretaria de Estado da Saúde, mostra quais especialidades o Estado financia, quanto tempo os médicos dedicam às diferentes clientelas (usuários do SUS, planos de saúde e particulares), de onde vêm e para onde vão os profissionais.
A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo gastou em 2007 R$ 104,6 milhões, ou cerca de R$ 8,7 milhões mensais, com o financiamento de 4.550 bolsas para residência médica.
Embora a residência médica seja financiada com recursos públicos, cerca de 60% dos médicos egressos destes programas compõem sua clientela com metade ou menos de pacientes do Sistema Único de Saúde. Algumas especialidades atendem prioritariamente clientes de planos de saúde e particulares.
O estudo aponta para a necessidade de regular a oferta da residência médica mais de acordo com as reais necessidades de saúde da população e menos de acordo com os interesses do mercado.
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